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19 de Setembro de 2018

A banalização do coaching – parte 1

A banalização do coaching – parte 1

Embora não exista a profissão regulamentada de Coach, esse universo de profissionais cresce exponencialmente criando equívocos sobre a aplicabilidade do coaching, em especial no segmento de desenvolvimento profissional.

 

O coaching aparece hoje em dia como solução quase mágica para os mais diversos tipos de necessidades na área de Recursos Humanos, comenta Roberto Schiavini, diretor da GEMTE Consultoria. “Essa modalidade de atendimento vem se banalizando e, dependendo de quem vende o serviço cria, muitas vezes, uma certa confusão quanto ao atendimento que, além de não ser o adequado, compromete sua aplicabilidade”, explica o dirigente.

 

Hoje, o coaching pode “resolver” um pouco de tudo. E aí é que mora o perigo. “Essa banalização se dá pela necessidade de muitas empresas em querer contratar essa solução mágica de treinamento, além do grande número de coaches no mercado que nem sempre tem formação adequada e sua entrega não tem nenhuma relação com o processo”, enfatiza.

Segundo a International Coach Federation (ICF), esse mercado cresceu mais de 300% nos últimos quatro anos. A instituição apurou que o número de coaches brasileiros saltou de 8.000 em 2014 para 35 mil em 2017, ou seja, mais de 30% em apenas três anos. Embora consolidado, isso não significa que os profissionais que atuam nesse segmento têm a devida formação e preparo ou oferecem serviços que não podem ser classificados como coaching.

De acordo com o mesmo estudo, 95% das pessoas atuando no mercado estão buscando formas de sobreviver ou mantendo o coaching como segunda profissão, ou seja, a maioria deles ainda não conseguiram se profissionalizar e tomar as atitudes corretas para ter clientes e entregar um resultado melhor.

Esses fatores também contribuíram para banalizar o processo. À medida que se amplia o número de pessoas atuando como coaches, aumenta também a confusão sobre sua aplicabilidade. “Esse número expressivo de pessoas perde sua representatividade exatamente pelo fato da profissão não ser regulamentada e pela atuação se dividir entre profissionais sérios e os oportunistas”, explica Schiavini, que atua como coach há cerca de 15 anos.